Eu, Tu e os meus sapatos

Um dia na praia e uma bicicleta

Os miúdos são todos diferentes. Mais ou menos meigos. Mais ou menos emotivos. Mais ou menos enérgicos.

Sentimos e observamos isso no nosso dia-a-dia e temos essa informação de forma muito clara quando interpretamos as tabelas sobre os estágios de desenvolvimento infantil. As escalas temporais são tão alargadas que a crianças têm de reflectir aquilo que todos somos enquanto adultos. Diferentes e com apetências naturais distintas.

Quando se está a alcançar um determinado patamar na escala temporal e ainda não foi atingida uma determinada apetência, é todo um drama. E estou, naturalmente, a excluir aqueles comentários maravilhosos “o meu filho com 4 meses já falava latim e dava saltos encarpados”. Quando o limite da escala é atingido e a criança ainda não faz, ainda não consegue, ainda não é capaz, soam sirenes na cabeça dos pais.

Eu prefiro viver com essas sirenes de forma consciente, assumida e clara. Perante mim própria, perante os médicos e acima de tudo, perante a minha filha. Não sou de fazer de conta que não vejo ou de esconder. Dela ou de mim. E por isso vamos atrás, exames, análises, especialistas. Os melhores especialistas. Terapias, estimulação e muita, muita atenção e dedicação.

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