Eu, Tu e os meus sapatos

Memórias.

São tantas as memórias numa fracção de segundo registada por uma qualquer objectiva. Linhas de pensamento que se cruzam, embrulham, atam e enredam. Cores. Cheiros. Sabores.

As memórias mais recentes. A da tua preguiça que te faz adorar vestidos de bolsos. Que te faz ficar sossegada a observar pacientemente. Que te torna (ainda mais) doce com essa calma apaziguadora.

As memórias não tão recentes. O vestido com padrão igual ao que usámos em criança. Que estreámos em Paris no ano em que abriu a Eurodisney.

As memórias futuras. As que constróis todos os dias. Que vestiste um vestido cortado pelas mãos da tua bisavó. Que foste de férias só com as mulheres da minha vida (e da tua também). A minha mãe. A minha avó. A minha tia. A minha prima. As tuas mulheres. Que foste visitar os bisavós. Que, com a mesma curiosidade que todas estas mulheres tiveram, observas os patinhos. E a abóbora a ser cortada para os patinhos.

São memórias que te quero deixar. E é por isso que te deixo. Que te largo. Que te liberto. Porque as minhas memórias futuras destes momentos, estes em que te deixo, em que te largo e te liberto, não serão (apenas) as dos … Ver artigo completo no Blog

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