Eu, Tu e os meus sapatos

A morte é feia como tudo.

A morte é feia como tudo.

É feio o processo que na maioria das vezes culmina na morte.

É feio o processo de luto que a sociedade entende como normal.

Mas a morte. Aqueles instantes. É feia. É assustadoramente maquiavélica, cruel, medonha.

Ver a morte nos olhos conscientes de quem amamos é o nosso pior pesadelo. A morte dorida e dolorosa, crua e real, é – para os que estão conscientes, pior do que uma cena de terror.

Perguntaram-lhe muitas vezes como era saber. E ela dizia “eu não sei o que é não saber”.

Eu sei o que é não saber o quão feia é a morte. E por isso, sei que dava tudo para padecer de tal ignorância.

Mas sabendo como é feia, diabólica e tudo o que há de mau, não posso deixar de me sentir sortuda no que isso me traz.

Há, por muito ignóbil que isto possa parecer, uma sensação de superioridade. A consciência e o conhecimento levam a uma sensação de superioridade quase esotérica. A da consciência perfeita (que sei que nunca se tem sem se olhar a morte nos olhos) de que vamos mesmo morrer. E que o mais certo é que seja feio. E que até pode ser daqui a … Ver artigo completo no Blog

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