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Uma dose de vacina é suficiente, diz a OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiu ontem que basta uma dose para imunizar a população a partir dos seis meses de idade. Portugal aguarda pela decisão da Autoridade Europeia do Medicamento (EMEA), que está também a analisar estas conclusões. Se a instituição entender que basta uma dose para proteger contra o H1N1, a vacina poderá chegar a seis milhões de pessoas no País e mais cedo do que o previsto.

A Direcção-geral da Saúde (DGS) afirma estar atenta a todas as decisões que forem tomadas. Graça Freitas, sub-directora geral da Saúde, revela que Portugal está “a aguardar as indicações da EMEA”. E acrescenta: “Estamos atentos para poder ver se são necessárias alterações ao calendário”.

A campanha de vacinação do primeiro grupo prioritário (ver caixa) começou na segunda-feira e a toma da segunda dose está agendada para daqui a três semanas. Mas se a EMEA determinar que apenas é necessária uma única imunização, a vacinação dos outros grupos prioritários será antecipada, uma vez que os seis milhões de vacinas encomendadas vão chegar para o dobro da população inicialmente prevista.

A directora da unidade de investigação de vacinas da OMS explicou que “face à resposta imunitária da população vacinada e às considerações de saúde pública, uma dose é adequada para vacinar pessoas a partir dos seis meses de idade”. Marie-Paule Kieny adiantou que o SAGE (grupo internacional de especialistas em imunização) mantém a recomendação de não vacinar bebés com menos de seis meses de idade, mas sublinhou que é preferível abranger, nas campanhas de vacinação, o maior número possível de crianças a partir desta idade. “Quando as crianças estão nos grupos considerados prioritários, é importante imunizar o maior número possível com pelo menos uma dose”, disse a responsável da OMS, numa conferência de imprensa virtual, ocorrida ontem.

“As doses podem não ser suficientes para fazer a vacinação duas vezes e, por isso, o SAGE recomenda que, nos países onde as crianças estão nos grupos prioritários, é preferível dar uma vacina ao máximo de crianças em vez de vacinar apenas metade com duas doses”, acrescentou. Em Portugal, as crianças saudáveis integram o terceiro grupo prioritário de vacinação, o último a ser imunizado com a vacina Pandemrix, prevista para Março.

Confrontada com os primeiros casos mortais de gripe A, a Ucrânia anunciou ontem o encerramento das escolas por três semanas e a proibição de reuniões públicas.

O Ministério da Saúde anunciou durante a manhã o primeiro caso mortal de gripe A, entre as 33 pessoas falecidas com pneumonia. A primeira-ministra anunciou ainda a futura introdução de “regimes especiais” de circulação para reduzir as deslocações de pessoas de uma região para outra “sem necessidade particular”.

in DN

 

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