Medicinas alternativas

Trate do seu corpo…mente e alma.

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As Terapias alternativas auxiliam no tratamento de doenças e sintomas.

 
Na primeira consulta, é feito um histórico do cliente envolvendo fatores como o familiar, o ambiental e as crenças individuais
Sharon Abdalla
 Óleos utilizados na prática da aromaterapia
Geralmente, quando alguém está com algum problema de saúde procura um médico, toma alguns remédios e o sintoma desaparece. Entretanto, não é só a medicina considerada convencional que pode auxiliar no alívio de sintomas e tratamento de algumas doenças. Muita gente tem buscado auxílio para seus problemas também nas chamadas terapias alternativas. “A medicina alternativa engloba as medicinas e terapias não convencionais”, explica a médica homeopata Lana Lucia Neri de Andrade Chab.
Alguns exemplos dessas terapias são a cromoterapia, aromaterapia, reiki, massoterapia, musicoterapia, homeopatia, iridologia e os florais de Bach. “Antes a medicina alternativa era considerada a última alternativa. Hoje a mentalidade das pessoas vêm mudando, elas procuram as terapias alternativas para trabalhar o emocional. E elas procuram ess às vezes sem ter passado por um tratamento convencional”, diz a terapeuta holística e corporal Tamaris Fontanella.
Segundo a terapeuta holística Roberta Dias, o objetivo da medicina alternativa é trabalhar com a prevenção, para que não seja preciso fazer tantos tratamentos e se alcance mais qualidade de vida.
As diferenças
Uma das principais diferenças entre a medicina convencional e as terapias alternativas é a visão que esta tem dos ‘clientes’. A medicina alternativa utiliza o termo cliente, ao invés de paciente, para se referir à pessoa que pratica a terapia. Segundo a professora de yoga Mayra Corrêa e Castro, as terapias alternativas vêem o homem como um ser completo, com corpo, alma, mente, emoção e, nas palavras dela, para se chegar à cura é preciso trabalhar esses pontos juntos.
Outra diferença apontada pelos terapeutas é a forma como o cliente é tratado. Na opinião da massoterapeuta Olinda Guancino, a medicina tradicional está cada vez mais voltada para o aparelho e os médicos quase não se preocupam em tocar ou ouvir os pacientes. O bioterapeuta Jomar Machado da Cunha concorda com Olinda. “A medicina convencional trabalha em cima de diagnósticos. O médico, através dos exames, enquadra a pessoa. É uma visão mecanicista e reducionista”, afirma.
Tratamento
A interpretação sobre o que é doença também é diferente nas terapias alternativas. “Na medicina convencional, doença é uma alteração das funções de um tecido celular, órgão ou glândula por algum agente nocivo às células. Já na alternativa ela é um desequilíbrio energético do organismo humano causado por agentes nocivos à energia vital”, explica a homeopata Lana Chad. A doença seria a demonstração de uma reação do organismo diante da agressão que está sendo feita através do pensamento, da alimentação, da emoção e do comportamento.
O que se busca tratar é a causa do problema e não o sintoma. Para isso, de acordo com a bioterapeuta Loraine Fischer da Cunha, na primeira consulta é feito um histórico do paciente, por meio de uma conversa, que leva em consideração fatores como, por exemplo, o familiar, o ambiental, de formação, as crenças do cliente. A partir desse histórico, é determinada qual a melhor ou as melhores terapias para o cliente.
Outra diferença importante, segundo a professora de yoga Mayra Castro, é que na medicina alternativa o cliente é co-participativo no processo de cura. Tamaris Fontanella também afirma que o cliente é responsável pelo seu reequilíbrio. “Se ele não tiver força de vontade, de nada adianta a ajuda do terapeuta porque o desequilíbrio sempre vai voltar”, explica.
“Não existe doença. Ninguém cura ninguém, nada cura nada. Nós despertamos na pessoa a consciência de que ela possui mecanismos capazes de restabelecer situações indesejáveis”, completa o bioterapeuta Jomar da Cunha.
Quem procura pelos tratamentos alternativos
A medicina alternativa pode ser utilizada para tratar problemas relacionados à insônia, depressão, alergias, perda de memória, falta de atenção, dores, fobias, pânico, entre outros. A terapeuta Roberta Dias explica que esses tratamentos podem ser utilizados em diversos casos porque a enfermidade parte do mesmo princípio. Segundo a massoterapeuta Olinda Guancino, cerca de 90% dos seus clientes buscam as terapias alternativas para alívio de sintomas de stress e para a melhora na qualidade do sono.
Foi o que aconteceu com o policial Vladimir Luis de Oliveira, que procurou as terapias alternativas por indicação de amigos para tratar o stress. Vladimir diz que sabia que o tratamento convencional não iria dar a resposta de que ele precisava. “Pelo volume de trabalho que eu tenho meu nível de stress é, hoje, muito baixo. Isso se deve às práticas de terapias alternativas”, comenta.
Ainda segundo os terapeutas, geralmente, quem procura pela medicina alternativa o faz depois de já ter passado pelo tratamento convencional, e, na maioria das vezes, não ter obtido o resultado que esperava. “Os clientes já passaram por ‘lá’, e sentem que falta um pouco mais, o tratamento completo”, diz Roberta Dias.
Esse foi o motivo que levou o estudante Ernani Mossanek, também por indicação de amigos e familiares, a procurar a homeopatia para tratar a enxaqueca. “Utilizei os tratamentos convencionais durante muito tempo e não obtive resultados satisfatórios. Os sintomas não desapareciam. Com a homeopatia a melhora veio a longo prazo, mas os resultados foram satisfatórios, minha enxaqueca melhorou bastante”, conta.
Ernani acredita que a homeopatia é um ótimo tratamento se comparado à alopatia (tratamento convencional). “Ela dá ao corpo a opção de enfrentar desafios fisiológicos sem a ajuda de químicos, criando resistência e força para futuros desafios”, argumenta.
Vantagens e desvantagens
Para a massoterapeuta Olinda Guancino, as vantagens das terapias alternativas são a integração e harmonização do organismo, a qualidade do tempo que o cliente recebe – as consultas duram entre uma hora e uma hora e meia -, e o custo do tratamento que, segundo ela, é mais barato do que o tratamento tradicional. Jomar da Cunha acrescenta: “Também se evitam os efeitos colaterais do tratamento convencional, já que o alternativo predispõe um restabelecimento natural do organismo”.
Uma desvantagem desse tratamento, na opinião de Mayra Castro, está no fato de ela ser uma medicina preventiva numa sociedade imediatista. Já para Jomar da Cunha, a falta de fiscalização sobre a atividade do terapeuta alternativo é preocupante. “Algumas pessoas fazem um curso de fim de semana sobre as terapias e já se consideram profissionais”, diz. Na opinião de Olinda Guancino é preciso ser prudente e cuidadoso na hora de procurar um terapeuta. “Também é necessário haver mais rigor dos órgãos competentes contra esse abuso”, opina.
Aromaterapia: Tratamento baseado nos efeitos que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo. Pode ser usada para tratar: dores de cabeça, depressão, resfriados, reumatismos, acne, insônia, bronquite, tosse, etc. Cada essência tem um poder de cura.
Cromoterapia: Uso de cores na cura de doenças. Cada cor possui uma vibração específica e uma capacidade terapêutica, sendo utilizadas as sete cores do espectro solar.
Florais de Bach: Terapia originada da filosofia do Dr. Edward Bach, inglês nascido em 1886. Para ele, deve ser tratada a personalidade da pessoa, e não a doença, que seria causada por um conflito da alma. Os produtos são preparados a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres.
Homeopatia: Parte do princípio de que os semelhantes curam-se pelos semelhantes. A homeopatia oferece ao paciente pequenas doses dos agentes que produzem os mesmos sintomas em pessoas saudáveis, quando expostas a quantidades maiores.

 
Enviada por Rute Marques

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