Nunca publiquei uma fotografia da minha irmã na fase mais difícil da leucemia. Quando já estava exausta, dorida, sofrida. Desfigurada.
Esta não era a minha irmã. Na verdade, muito antes, já não o era. Física, emocional e psicologicamente. Corrijo. Já não era a minha irmã de antes. Era uma nova. A que ganhei quando a leucemia apareceu e me levou a que tinha.
A cabra da leucemia corrói, deforma e mata as pessoas um bocadinho (grande) todos os dias. Se se tiver sorte (ou azar?) durante muitos, muitos, muitos dias. Demasiados.
Então por quê esta partilha hoje?
Hoje a Nídia faz 31 anos. Sim, faz. Lá no planeta dela, mais do que merecido, hoje celebramos o trigésimo primeiro aniversário da minha irmã. O oitavo fora deste nosso planeta.
E a Nídia. E eu. E os meus pais. E os nossos. E todos nós – todos, deveríamos ser mais empáticos, solidários, reconhecedores e – sim, agradecidos.
Ninguém pagou à Lúcia ou à Viviana para fazer um smile no quadro por cima da cama da Nídia em cada internamento. E, acreditem, foram muitos. Ninguém pagou à Laura para se preocupar (e cuidar) da Nídia quando não estava internada no hospital. Uma e outra vez. Ninguém pagou à Joana … Ver artigo completo no Blog

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