Eu, Tu e os meus sapatos

O que lá vai, lá vai.

[Nota prévia: está tudo bem]

Fui feliz quando tinha sete anos e a minha única preocupação era ter a certeza de que não perdia o aparelho dos dentes durante o almoço na escola.

Fui feliz quando tinha doze anos e a minha única preocupação era ter a certeza de que eu e as melhores amigas (da época) ficávamos na mesma turma.

Fui feliz quando tinha dezasseis anos e namorava o borracho da escola (ainda que nessa altura ainda não percebesse o que era isso de “um amor para a vida toda” e não soubesse que era isso que tínhamos os dois).

Fui feliz quando tinha vinte e cinco anos e casei com o amor da minha vida, apesar de nessa altura já ter a maior dor da minha vida.

Sou feliz agora com trinta e cinco anos. Adulta. Mulher. Mãe. Transformada em filha única. Órfã de irmã.

Não quero voltar a ser feliz porque tive mais uma batatinha no ditado.

Não quero voltar a ser feliz porque no final do primeiro período fui corrida a cincos.

Não quero voltar a ser feliz porque tenho treze anos e vou ao baile de finalistas da secundária com o vestido mais giro da festa.

Não vou voltar a ser feliz com coisas … Ver artigo completo no Blog

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