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Nove dicas para superar uma traição

infidelidade

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Superar uma traição não é fácil. Além das dificuldades emocionais do casal na hora de lidar com o fato, a infidelidade tem um lado social, que mobiliza amigos e familiares, atiça preconceitos e, muitas vezes, acaba até impossibilitando a reconciliação. Isso vale para qualquer um de nós e vale para as celebridades, sempre com as vidas tão expostas à opinião dos outros. O ator Bruno Gagliasso e a atriz Giovanna Ewbank casaram-se em março de 2010. Recentemente ele teria confessado a ela uma traição com a modelo Carol Francischini, pior, a modelo estaria grávida do ator. Nada foi confirmado. O casal se separou, mas depois de dois meses resolveram dar uma nova chance para o relacionamento.  “Cada um sabe o quanto aguenta uma traição. Tem desde aqueles que não se importam tanto assim, até quem ache intolerável”, afirma Gisela Castanho, professora da Sociedade de Psicodrama de São Paulo e da Pós-Graduação em Psicodrama na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Além do fator individual, faz diferença o grau de envolvimento afetivo. É mais fácil para ambos os parceiros lidarem com uma ‘escapada’ sem maiores comprometimentos do que com um ‘caso de paixão’. O impacto da traição será diferente em cada caso, tanto em termos de intensidade quanto em matéria de significado.   A traição não precisa representar o final da relação, se o casal tiver maturidade para lidar com a crise inicial que ela provoca. “Dá para superar e crescer se o amor permanece. Do lado de quem é traído, ajuda muito tentar responder a perguntas como, o que é mais importante: ter razão ou ser feliz? Proteger seu ego ou apostar na sua felicidade? Se você tem a compreensão do que aconteceu por dentro do outro, por que vai jogar tudo fora?”, acredita Anna Sharp, terapeuta e autora de “Resgate de um Casamento” (Editora Rocco).   Para uma traição não destruir sua relação, siga os conselhos dos especialistas:  

1 – Enfrente o desafio de reparar o dano que levou à traição o quanto antes Numa relação boa e saudável é menos provável que a traição aconteça. Ela defende que nessa hora, o casal avalie onde cada um tem falhado e deixado de ser parceiro do outro. “Para mim, traição é quando existe uma quebra na cumplicidade, na lealdade. É muito mais do que uma simples ‘pulada de cerca’”, diz Anna Sharp.   Não apenas quem traiu precisa rever suas atitudes. Se você foi traído pode ter descuidado da relação também. “Às vezes você põe toda culpa no traidor e não percebe que pode ter interferido na decisão de trair. Ambos têm que ter responsabilidade sobre o relacionamento e entender como foram construindo os problemas”, diz Gisela Castanho. “O importante é que fique claro que havia uma insatisfação e que o problema na relação precisa ser sanado.”  

2 – Respeite e libere a raiva Descobrir que o parceiro traiu você dói. “Num primeiro momento tem que aguentar a hora do barraco, tem que botar a raiva para fora, precisa chorar muito. Não tem jeito”, diz Anna Sharp. “Não se pode ignorar a dor da traição. Todos os sentimentos têm que ser vistos, revistos e vistos de novo, por mais doloroso que o processo seja: encarar a ameaça ao relacionamento e o que isso significa para você, o sofrimento de perder a pessoa amada, a culpa e o medo de ter ‘provocado’ direta ou indiretamente a traição, o cansaço de ter que construir tudo de novo, muitas vezes do zero”, diz Anna. Então, nada de represar esses sentimentos: é preciso sentir e viver essa dor para ela ir embora e ceder lugar a um novo acordo entre vocês.  

3 – Não tenha medo de discutir e conversar Não adianta jogar a traição para debaixo do tapete e fingir que nada aconteceu. O casal – e principalmente quem foi traído – precisa entender o que houve. “Criar um vínculo com outra pessoa numa relação que supõe a fidelidade é uma quebra de confiança que rompe o trato original do casal. Mesmo que esse vínculo seja apenas uma relação casual, nascida de uma oportunidade ou de uma química do momento, nem por isso os sentimentos de quem foi traído devem ser considerados menos importantes”, acredita Anna Sharp. “A relação até pode voltar a ser como era, mas apenas se houver espaço e disposição de ambos os parceiros para muita conversa e entendimento do porquê aconteceu a traição”, avalia Gisela.  

4 – Será que seu ego ferido aguenta? Se a traição é reconhecida pelo casal como um erro, mas ainda assim existe a vontade de ficar junto, é preciso lidar com sentimentos de ego ferido, humilhação e culpa, principalmente se os fatos vieram a público. “Se a traição provocou um abalo essencial na autoestima, é difícil perdoar porque, nesse caso, ser traído significa ter vergonha de ser quem você é”, diz a psicanalista Anna Veronica Mautner. É quase impossível, mas idealmente, uma traição só deveria vir a público quando as primeiras nuvens de tempestade já tivessem passado, para evitar que o julgamento dos outros interferisse na decisão do casal.  

5 – Reconheça a armadilha da paranoia e evite cair nela Voltar a confiar de novo é fundamental. “Entender a traição não é uma permissão para que aconteça outra vez; é a compreensão de que o freio falhou”, diz Anna Sharp. Em contrapartida, o traidor precisa provar que está comprometido e empenhado em não repetir o erro. “Quem traiu precisa ser transparente. Quem foi traído precisa de muita garantia de amor para voltar a se sentir bem de novo e, mesmo assim, pode ficar uma pulga atrás da orelha”, explica Gisela.   A tentação de monitorar cada passo do outro é grande, mas essa atitude é uma armadilha. “Se você usa o controle para sufocar o outro é difícil levar o relacionamento adiante. Até porque ninguém controla nada: quem quer trair, acha suas maneiras”, afirma Gisela.  

6 – Aproveite a crise para reconstruir a paixão Crises, por incrível que pareça são bons momentos para resgatar os pontos fortes da relação. O que vocês sempre quiseram fazer juntos e sempre adiaram? Quais programas da época de namoro deixaram saudade? “É bom experimentar situações fora da rotina para ver se a paixão renasce, viajar mais juntos, ter mais momentos a dois. Esse é um bom tempo para cuidar-se como casal”, diz Gisela.

 7- Procure blindar sua relação dos comentários dos críticos e fofoqueiros A interferência de terceiros na relação pode pesar muito para alguns casais, sobretudo em grupos onde a traição tem um estigma negativo muito forte. “Se você mora no Nordeste, num lugar em que a ‘honra’ é mais importante que qualquer outra coisa, o que mexer com ela é vital na sua autoestima”, exemplifica Anna Verônica Mautner. “Onde houver menos pressão social, a autoestima vai ser menos abalada, a ameaça de ruptura é menor e, portanto, o casal tem mais chances de conversar e resolver as coisas.”

Podem chover palpites, mas cabe só ao casal tomar decisões sobre o que fazer. “Vocês dois é que sabem da vida de vocês como casal. Ninguém mais tem nada a ver com isso. Temos que tomar cuidado para não dar palpite na vida alheia e isso vale tanto para o casamento das celebridades quanto para o da vizinha”, reforça Gisela  

8 – Manter a discrição é chave para poder reatar um dia Na hora da raiva, a vontade é soltar cobras e lagartos. Assim como, depois da reconciliação, a gente quer espalhar para os quatro ventos como deu a volta por cima. Nenhuma das duas atitudes é uma boa escolha. “De um modo geral, as pessoas não gostam de saber que você é feliz, porque elas mesmas não são tão felizes assim. Quando passei por isso, grandes amigas minhas disseram que eu tinha mesmo que me separar, partir para outra. Graças a Deus, tive maturidade suficiente para fazer a escolha que mais combinava comigo e vencer o orgulho ferido!”, adverte Anna Sharp.  

9 – Não se envergonhe das crises “Quer coisa mais feia e sem-graça que um objeto totalmente novo, sem história? Quanto mais quebrado e consertado, mais o casal tem que valorizar. Superar as crises é um mérito”, diz Anna Sharp.

Texto enviado por Rita Catarino

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