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Mulher iraniana perdoa homem que a cegou com ácido

Um homem iraniano que iria ser cegado como punição por deformar o rosto de uma mulher com ácido foi perdoado pela vítima

, segundo o canal de televisão estatal. -Ameneh Bahrami lutou na Justiça de seu país para que Majid Movahedi fosse punido de acordo com a justiça retributiva (chamada de qisas) – parte da sharia (lei islâmica) que considera moralmente aceitável punir o criminoso de forma semelhante ao crime que ele cometeu. No entanto, a mídia local disse que ela abriu mão do seu direito pouco antes do procedimento que cegaria o homem. Um tribunal iraniano aceitou o pedido de Bahrami para que Movahedi fosse cegado em 2008, mas a sentença seria aplicada neste domingo. Ameneh Bahrami antes de ser desfigurada pelo ácido Ele atacou a mulher em 2004, depois que ela recusou sua oferta de casamento, desfigurando seu rosto com ácido. A Anistia Internacional fez uma campanha contra a sentença, que chamou de “punição cruel e desumana que pode ser qualificada como tortura”. Indenização Segundo a agência de notícias estatal Isna, o promotor Abbas Jafari Dolatabadi, de Teerã, anunciou o perdão de Bahrami. “Hoje, o procedimento que cegaria Majid Movahedi iria acontecer, na presença de um oftalmologista e de um representante da justiça, Ameneh Bahrami fentre a frente com seu agressor e o perdoou quando Ameneh o perdoou”, disse o promotor. “Eu lutei durante sete anos por este veredito para provar às pessoas que uma pessoa que joga ácido em alguém deve ser punida com qisas, mas hoje eu o perdoei porque é meu direito”, disse a mulher à Isna. “Eu fiz isso pelo meu país, já que todos os outros países estavam observando o que nós faríamos”, afirmou. Segundo a TV estatal, Bahrami afirmou que não planejava ir até o fim com a sentença. Ameneh Bahrami “Eu nunca quis me vingar dele. Eu só queria que a sentença fosse dada por retribuição. Mas eu não teria ido até o fim. Eu não tinha intenção de tirar os olhos dele.” Segundo o promotor Dolatabadi, a mulher pediu dinheiro como indenização por seus ferimentos. Ela afirma que nunca recebeu dinheiro da família de Movahedi e pediu uma compensação por suas despesas médicas, de 150 mil euros (cerca de R$ 336 mil). Movahedi serviu sete anos de sua pena, que vai de dez a doze anos de prisão. Mas, segundo a mulher, ele não será libertado a não ser que a indenização seja paga.

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