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Mais ‘gays’ e mulheres acima dos 50 anos com VIH/sida

Estratégia até 2013. Comissão Europeia indica que 30% de infectados da UE não sabem que têm a doença. Jovens, homossexuais e toxicodependentes que trocam seringas devem estar no centro das campanhas de combate ao vírus  A Comissão Europeia quer apostar na prevenção e no acesso a testes rápidos e tratamento em grupos vulneráveis nos próximos anos. Em Portugal, “grupos como o das mulheres acima dos 50 anos, a que se juntam os homossexuais, não devem ser esquecidos”, refere a epidemiologista Teresa Paixão, que refere registar-se um aumento de casos em 2009.

Estes é um dos grupos que a médica considera dever ser alvo de campanhas específicas, porque “estão mais vulneráveis. A infecção entre os homens dessa idade não regista nenhum aumento significativo”, refere. Este facto deve-se a “hábitos sobretudo culturais, porque não se interessam pelo assunto e talvez leiam menos”, explica. Uma tendência que os dados de 2009 do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, ainda em compilação, estão a apontar.

Cresce também o número de infectados entre os homossexuais, “sobretudo entre os homens mais jovens”, afirma a investigadora. Portugal é, aliás, um dos países referidos pelo organismo europeu, precisamente por um grande número de casos novos se registar neste grupo, tal como na Espanha, Alemanha ou França.

De acordo com informação da UE, acesso rápido a testes e a tratamentos é essencial e deve ser alvo de investimento entre 2009 e 2013, até porque 30% dos infectados da UE e 70% dos de países vizinhos não sabem que têm o vírus. Os objectivos foram ontem apresentados pela Comissão Europeia.

Na UE e países vizinhos viviam 2,2 milhões de pessoas com HIV/sida em 2007, mais 700 mil do que em 2001. 730 mil casos foram registados só na UE. Segundo os dados europeus, a infecção entre toxicodependentes que partilham seringas também é relevante, sobretudo nos países de Leste europeu. Já em Portugal, apesar de ter aumentado de 2007 para 2008, parece estar a cair em 2009.

A comissária europeia da Saúde, Androulla Vassiliou, refere que a batalha contra a infecção deve continuar. Para o período de 2009 a 2013, estabeleceram-se três prioridades: reduzir o número se casos novos, aumentar o acesso à prevenção, tratamentos e melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença.

Entre outros objectivos, defende-se o acesso a informação, sobretudo por jovens. Os emigrantes de países com alta prevalência da doença também devem ser informados sobre as formas de transmissão do vírus, testes e tratamentos disponíveis. As políticas devem ir contra a discriminação. O DN tentou contactar sem sucesso fonte da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida

in DN

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