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Júlio Machado Vaz: “Há sexo a mais e erotismo a menos”

Nasceu no porto, em 1949, e continua a viver na invicta, onde tem consultório e dá aulas em diferentes faculdades. Foi um estágio na suíça que o levou a estudar sexologia. Filho de um médico e da actriz e cantora Maria clara, é bisneto do presidente da república Bernardino Machado. Tem dois filhos. Em 2006, apoquentado com uma grave doença, escreveu a autobiografia ‘Tempo dos espelhos’. Vencida a enfermidade, continua, como sempre, a falar de sexualidade na rádio e nos jornais. Tem vários livros publicados sobre a mais velha actividade da humanidade, mas também já se aventurou a escrever romances. Lançou, em Maio, o livro ‘Aqui entre Nós’, que reúne alguns textos do blogue murcon.blogspot.com. Aos 61 anos, mantém uma rubrica radiofónica na Antena 1. Vive no Porto, mas é na aldeia de Cantelães, perto de Vieira do Minho, que encontra a paz de espírito e recarrega energias. A resposta escolhida surge a sublinhado – Escolheu especializar-se em sexologia porque… a) Estranhava que em Portugal não se falasse de sexo b) Percebi que muitas das patologias diagnosticadas podiam ter uma explicação diferente do que se admitia c) Porque me fascinam os mitos que se constroem acerca de uma função tão básica do ser humano. d) Outra hipótese: Num estágio na Suíca, aos vinte e tal anos, tropecei numa consulta de sexologia e gostei, no curso de medicina nem palavra sobre o tema! – Um estudo europeu diz que as portuguesas são as mais satisfeitas com a vida sexual. Isso é sinal de que: a) As portuguesas mentem mais do que as outras b) Houve, de facto, uma revolução sexual no país após a revolução de Abril c) Em tempo de crise, valem os prazeres mundanos. d) Outra hipótese: serão menos exigentes e mais optimistas? – É bisneto de Bernardino Machado, Presidente da República . Mas nunca se meteu na política porque… a) Vivo numa época diferente e prefiro contribuir de outra forma para a sociedade b) Não vejo ninguém com o estofo da geração do meu avô c) Um psiquiatra na política corre o risco de querer internar demasiada gente – Escreveu no seu blogue sobre as últimas eleições: “Eu votei útil para mim mesmo, ou seja, em consciência – branco”. Fê-lo porque… a) O governo de José Sócrates mostrou não ser capaz, mas não havia melhor b) Temi e temo ainda o que a direita vai fazer com um país arruinado c) Já nenhum político me convence de coisa alguma – Assume-se como um hipocondríaco. Que doenças reconhece mais facilmente nos portugueses? a) A inveja e a maledicência b) Desconfiança permanente e pessimismo c) O desenrascanço por falta de planeamento – Escreveu a sua autobiografia quando pensava que podia morrer. Quando se escapa de um susto desses percebe-se que… a) Ainda há muito para fazer b) Viver a mil à hora faz-nos perder a noção daqueles a quem devemos dar tempo c) Tenho orgulho daquilo que fiz e sou – Nasceu e vive no Porto, mas é do Benfica. Uma contradição que se explica… a) Pelos feitos dos encarnados na Europa quando eu era miúdo b) Por influência da família, que me incutiu esta paixão c) Porque a rebeldia da juventude me levou a ser do contra – É pai e avô. O que mais o preocupa quanto ao futuro da sua descendência? a) Que tenham de viver num país mais pobre b) que não tenham emprego nas áreas em que estudaram c) Que se deixem acomodar e não lutem por aquilo em que acreditam – Foi pioneiro a falar de sexo em televisão. Quando liga a TV agora conclui que… a) Há demasiado sexo na TV b) A ficção percebeu que o sexo faz parte da vida. c) Gostava que fôssemos ainda mais atrevidos d) Há sexo a mais e erotismo a menos – Que figura portuguesa gostaria de ter no divã do seu consultório? a) Afonso Henriques a falar da sua inversão do complexo de Édipo b) D. Sebastião a explicar a mania das grandezas c) Salazar sobre a aversão ao mundo além fronteiras d) Outra hipótese: Durão Barroso e a arte da fuga

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