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Gripe A

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gripe_AA Organização Mundial da Saúde elevou para 6 o nível pandémico da gripe A. O nosso Ministério da Saúde mantém os níveis de vigilância e garante não haver motivos para alarme.Ao elevar o nível pandémico para o patamar máximo, a Organização Mundial da Saúde (OMS)

 alerta as autoridades sanitárias de todo o Mundo para os riscos da doença e para a necessidade de vigilância constante e globalizada. Esta decisão deve-se à facilidade e velocidade de propagação do vírus ao nível mundial e não à sua gravidade clínica. Apesar de ter atingido um elevado número de países, o vírus tem revelado, até à data, baixa virulência. A realidade nacional está ainda longe de uma situação de pandemia, garante o Ministério da Saúde.

A OMS determinou que este vírus, com origem no México, é transmissível entre humanos. No nosso país, o Ministério da Saúde mantém todos os dispositivos do plano de contingência da gripe e garante não haver motivo para alarmismo. Os hospitais têm Tamiflu e Relenza em grande quantidade, medicamentos antivíricos usados noutros países para combater a infecção. Os doentes com sintomas gripais são aconselhados a ficar em casa 10 dias, período de contágio. As pessoas que voltam de regiões contaminadas poderão ser monitorizadas à chegada e informadas sobre as medidas a adoptar caso surjam sintomas nos 10 dias após o regresso.

O que é gripe A?

Trata-se de uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus da gripe de tipo A. A taxa de mortalidade é, até à data, baixa e a doença demora entre 7 e 10 dias a passar. Actualmente, há três subtipos do vírus da gripe do tipo A: H1N1, H1N2 e H3N2. O surto que surgiu inicialmente no México e nos Estados Unidos e se tem vindo a disseminar pelo Mundo, atingindo mais de 70 países neste momento, é causado por uma variante do H1N1.

Como se transmite?

O vírus adquiriu capacidade de se transmitir entre humanos. Contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da gripe. Entre humanos, a gripe A transmite-se como a gripe sazonal, através da tosse e espirros. O contágio pode também ocorrer ao tocar em objectos contaminados com o vírus e levar as mãos à boca ou ao nariz. O vírus não se transmite pelo consumo de carne de porco ou seus derivados (por exemplo, chouriço). As elevadas temperaturas de cozedura eliminam o vírus.

Quais os sintomas?

São semelhantes aos da gripe sazonal, ou seja, febre, dores no corpo e de cabeça, dificuldades respiratórias, como tosse, espirros e nariz a pingar. Por vezes, causa perda de apetite, náuseas, vómitos e diarreia.

O vírus H1N1 é igual nos porcos e nos humanos?

Não. O vírus H1N1 da gripe A é muito diferente da estirpe que ataca os humanos ou as aves. Os anticorpos do vírus H1N1 da gripe aviária, A e humana proporcionam pouca ou nenhuma protecção contra o mesmo vírus noutras espécies.

Como se diagnostica gripe A nos humanos?

O diagnóstico é feito pela análise das secreções respiratórias ou sangue.

Qual o tratamento?

Tal como a gripe sazonal, a gripe A trata-se com analgésicos, repouso e muitos líquidos. Nalguns casos, os médicos podem prescrever antivíricos (Tamiflu ou Relenza). Contudo, a Organização Mundial da Saúde refere que a maioria dos pacientes restabelece-se sem necessidade desses medicamentos.

Como evitar o contágio?

Perante sintomas gripais, evite a transmissão de microrganismos:

lave frequentemente as mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade de transmissão da infecção;
cubra a boca e nariz quando espirrar ou tossir, de preferência, com um lenço de papel;
evite levar as mãos aos olhos, boca e nariz;
utilize lenços de papel e deite-os fora, em sacos de plástico fechados;
limpe superfícies sujeitas a contacto manual (como maçanetas das portas) com um produto de limpeza comum;
se estiver num país onde existe um surto, evite locais com grande afluência, como centros comerciais, e o contacto com doentes. Contacte as linhas telefónicas de aconselhamento ou dirija-se aos serviços de saúde locais, se tiver febre alta e sintomas gripais (tosse seca, dores no corpo e de cabeça, falta de ar, vómitos e diarreia).

Como tratar um doente?

O doente deve ficar num quarto isolado durante 7 dias, com uma casa de banho exclusiva, de preferência. Se tiver de sair para ir ao médico, por exemplo, deve usar máscara. Quando tossir, cubra a boca com um lenço de papel e deite-o fora, fechado num saco de plástico.

Não partilhe toalhas de banho, pratos, copos e talheres. Limpe e areje diariamente o quarto e a casa de banho. Coloque os panos ou toalhetes de limpeza no lixo.

As toalhas e lençóis devem ser lavados a elevadas temperaturas.

O doente não deve receber visitas. Quem trata dele deve evitar o contacto próximo. Se não for possível, por ser uma criança pequena, use máscara e lave bem as mãos após o contacto.

Os medicamentos antivíricos podem ser usados de forma preventiva. Fale com o médico.

O que deve fazer quem regressa de uma zona afectada pela gripe A?

A Direcção-Geral da Saúde recomenda a monitorização do estado de saúde durante 7 a 10 dias após o regresso, mas apenas se esteve em contacto com um doente. Em caso de sintomas gripais, nos 7 a 10 dias após o regresso, deve ficar em casa e evitar contacto como outras pessoas.

Logo que possível, ligue para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24): um técnico de saúde irá fazer-lhe algumas perguntas para perceber se pode tratar-se de gripe H1N1 e, nesse caso, orientá-lo para os serviços competentes.

Como explicar a situação às crianças?

As notícias alarmantes podem gerar muitas dúvidas e ansiedade nas crianças. Deixe-as expressar-se sobre o assunto e responda às perguntas de forma clara e simples. Refira que estão seguras em casa e na escola: os adultos sabem o que fazer e tratarão delas se adoecerem. Explique alguns cuidados: lavar muitas vezes as mãos com água e sabão e não levar as mãos aos olhos, boca e nariz. Mostre-lhes a importância de dormir, comer bem e fazer exercício físico para ser saudável. Procure manter as rotinas do seu filho, evite ver constantemente as notícias na televisão e na Net sobre o assunto e expô-lo a eventuais comentários alarmistas entre adultos.

in http://www.deco.proteste.pt/artigos-p36756/nbr/15.htm

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