Eu, Tu e os meus sapatos

É uma dor para a vida toda

Sem enganos, falsos conselhos ou segredos ocultos.

Sobre a doeaça e a morte? A dor não desaparece. Nunca. Nem tampouco é uma questão de medidas. Não vai doer menos porque agora dói mais. É dor. E esta dor não tem escala. Não é mensurável. Vai doer sempre. Só que vai doer diferente. Diferente. Mas sempre. E é essa a expectativa a criar. E a gerir.

Tenho a certeza de que ser feliz, ontem, hoje e todos os dias, eu, a minha mãe ou o meu pai, depende dessa aceitação. Depende dessa conformação. Desta consciência. Este reconhecimento (racional mas acima de tudo emocional) de que a dor vai estar cá para a vida toda. Sempre. E aceitar esta realidade, é metade dessa obra permanentemente inacabada, que é ser feliz.

Eu nunca vou deixar de amar a minha irmã, eu nunca vou esquecer a morte dela (nem sequer a doença dela), eu nunca vou deixar de ter saudades. É o que é. Ela é minha irmã e a falta dela, o sofrimento dela, o que ela não vive diariamente, vai doer sempre. Sempre. Nem mais, nem menos. Só diferente.

São dez horas e dez minutos. O teu coração bateu pela última vez há exactamente oito anos. … Ver artigo completo no Blog

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