Eu, Tu e os meus sapatos

É a perspectiva da vida que me (nos) faz sorrir

Entrou no comboio esbaforida. Mais uma vez. Esbaforida mas com um sorriso. De telemóvel na mão a falar com a filha como sempre, entra na carruagem do costume e senta-se no lugar de todos os dias.

Ao lado a dona da loja de decoração, que já é mais do que a pessoa a quem vai comprando peças para oferecer à filha. Existem as amizades da escola, das férias, do emprego. E depois existem as amizades de todos os dias, da viagem no comboio, da padaria onde se vai buscar o pão pela manhã, da loja de decoração onde se passa a caminho do emprego.

À frente uma cara menos conhecida. Assim só de vista. Neste dia, particularmente triste. Estava ali pela amizade com a outra. E as três conversam. Devia ser sobre o tempo. Ou uma qualquer outra banalidade. Mas não. São mulheres. E vem o desabafo da dona da cara triste. O desabafo da tristeza. O desabafo da dor. O desabafo da mágoa. O desabafo da raiva. Um divórcio tardio. A traição inesperada. A solidão precoce porque os filhos já saíram de casa e de repente foi-se a companhia que restava. A companhia da velhice. A companhia que não se esperava … Ver artigo completo no Blog

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