Noticias

Back to basics. Eles querem gajas boas, elas quem lhes pague as contas

“Safar-se” é a palavra de ordem neste texto e o motivo que levou três alunos do curso de Economia da Universidade Nova de Lisboa a realizar o estudo que lhe apresentamos. “Safar-se” tem sinónimos como “orientar-se”, “comer gajas” ou “anexar-se”. E se pela linguagem vernácula já está a pensar em virar a página, não o faça, porque apesar das preocupações carnais esta análise valeu-lhes um 19 na cadeira de Econometria no terceiro e último ano de curso. O tema do trabalho – realizado por Henrique Parrot Morato, João Pedro Carvalho e Tomás Andrade e Sousa, tudo bons rapazes – é “Love Affairs: An econometric study on the factors that influence one”s love affairs” e mostra o que é realmente importante para “um gajo se safar ou não”. “Em vez de agarrarmos num tema banal, como o consumo de tabaco, e porque a originalidade também é contabilizada na nota final escolhemos esta questão porque é um assunto que nos interessa”, explica ao telefone Tomás que está numa viagem de autocaravana pela Europa com um grupo de amigos. De San Remo, em Itália, o mais idealista do grupo, segundo Henrique, confessa que ficou decepcionado com algumas conclusões do estudo. Por outras palavras, o facto de as raparigas darem muita importância ao dinheiro que os rapazes têm. Esperemos que se oriente. Com base nas variáveis beleza, riqueza, inteligência, sociabilidade, autoconfiança, disponibilidade e vontade, os futuros economistas analisaram um período de três anos na vida de 365 jovens – 51,8% são mulheres e 48,2% homens -, da Universidade Nova de Lisboa, da Faculdade de Medicina, da Faculdade de Direito, da Universidade Católica, da Faculdade de Arquitectura, do ISEG e de outras 16 universidades com pesos inferiores. O limite temporal corresponde à fase da licenciatura e exclui as férias do Verão, altura em que, de acordo com Henrique “há mais actividade”, o que iria distorcer os resultados. Do comportamento amoroso dos rapazes, os alunos de economia chegaram, através de equações matemáticas complexas, a conclusões interessantes que servem tanto para pais como filhos. Durante a licenciatura, os rapazes têm em média mais uma relação amorosa do que as raparigas. Note-se que aqui o termo “relação amorosa”, é basicamente o vale-tudo. “Estamos numa onda um bocado doida e de curtir. Acho que é o que a maioria das pessoas procura, especialmente nesta altura em que estamos a tirar a licenciatura ou o mestrado. Ainda há muito aquela teoria do sou novo tenho é de curtir a vida e a relação séria é adiada para os anos seguintes”, explica Henrique que, como Tomás, é uma excepção à regra: durante o período analisado só teve um caso amoroso, a namorada. A Matemática explica Já para pais que acham que os filhos andam a dormir muito fora de casa a solução é simples: cortem-lhe as vazas. Como diz a fórmula matemática, um rapaz que ganhe uma mesada 188 euros superior à de outro terá mais uma relação amorosa. Todos sabemos que as saídas nocturnas facilitam este tipo de aconchego, mas os números dizem que se um rapaz começar a sair mais 3,68 noites por mês, terá mais uma relação amorosa. Simplificando, se saía 3 vezes à noite e passar a sair 7, terá mais um caso. No que toca à atracção, os géneros dividem-se. Enquanto as mulheres dão acima de tudo valor ao dinheiro e inteligência, os homens valorizam em primeiro lugar a beleza. Caetano Veloso bem sabia o quão básicas as coisas são quando cantava: “Não me amarra dinheiro não! Mas formosura […] Dinheiro não! A carne dura.” Outra coisa que determina mais ou menos miúdas para os rapazes é o carro. Talvez esteja aqui parte da explicação para o carinho profundo que o macho tem pela máquina, mas para eles carro significa mais “anexações”. Já no caso das mulheres, o carro não revela grande impacto na sua vida amorosa. “Ninguém vai sair com uma miúda e vai buscá-la de autocarro. De táxi ainda dá para ir, mas é melhor irmos de carro porque temos mais autonomia… Tínhamos esse palpite e confirmou-se”, explica Henrique com base na própria experiência. Quanto ao facto dos rapazes darem mais importância à embalagem do que à substância, a matemática confirma-o, mas há que fazer a distinção entre uma relação duradoura e uma one night stand. Se for só para dar umas cambalhotas, o facto da miúda ser burra dilui-se se for muito gira. “Aí ela até pode ficar a dizer disparates a noite toda, porque como não é para ter nada sério, ao rapaz isso entra-lhe a cem e sai-lhe a duzentos”, concluem.

Sobre o Autor

aMulher

aMulher

A equipa de aMulher.com

Deixe o Seu Comentário