Entrevistas

As Tantas Lisboas de Marco Rodrigues

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2Este jovem promissor minhoto é fadista no Café Luso, editou o seu segundo álbum de originais “Tantas Lisboas”.

Neste cd vai ouvir o Fado na sua pureza original e tradicional, mas também escutar o fado-canção, mas a inovação de Marco Rodrigues está na junção da percussão, violoncelo, violino, viola d’arco.Os convidados Da poesia são Boss AC, a mulher com voz de  “fada” Mafalda Arnauth e um retrato do Saldanha, acompanhado de Carlos do Carmo.E nós à conversa deixamo-nos encantar pela sua voz e simpatia.

 1 –  Como foi viver em Arcos de Valdevez?
Nasci em Amarante e aí vivi até aos 8 anos. Arcos de Valdevez,  terra do meu Pai, foi onde tive o meu primeiro contacto com a música cantando e tocando nos arraiais no Alto Minho. Foi uma infância num meio pequeno em que todas as pessoas se conheciam e viviam num ambiente muito familiar.

2 – Teve alguma banda na adolescência?
Dos 8 aos 15 anos cantei no grupo do meu Pai.

3 – Lembra-se de um episódio que o tenha marcado na infância?
Muitos já que este tipo de arraiais são propícios a episódios hilariantes. Destaco uma actuação em pleno Inverno, chovia torrencialmente e entre cada música tínhamos de retirar a água acumulada no plástico que cobria o palco. Acabámos a actuação todos molhados.

4 – O fado tomou conta de si a partir de que idade? As sonoridades que a sua família ouvia influenciaram?
Até aos 15 anos pouco ou nada conhecia desta música. Fiquei apaixonado a partir do momento em que fui a uma casa de fados “Café Luso” e percebi que para além da música ser fantástica, todo o ambiente que a envolve e o misticismo que a caracteriza me fascinou. Considero que o que influencia um músico/interprete é a música que ouve.
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5 – A sua mãe sempre o apoio neste processo?
A minha mãe é a grande responsável pelo meu percurso no Fado. Foi o facto de me ter inscrito  na “Grande Noite do Fado” em 1999 que acabei por vencer,  que me fez querer conhecer e evoluir nesta música.

6 – A Amália era a sua musa?
A Amália deverá sempre ser uma referência tanto para os Fadistas como para qualquer intérprete
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7 – Toca viola desde quando? Se não tocasse viola que outro instrumento tocaria?
Toco viola há cerca de 7 anos. Se não me tivesse dedicado à viola tocaria piano.

8 – Concorda que o fado não era fado se não cantasse amores infelizes? Sente que as pessoas vão gostar desta sua reviravolta de amores felizes?
O Fado canta sentimentos. Muitas vezes canta “amores infelizes”. Também gosto de cantar com um sorriso um amor que resulte e que acabe de uma forma feliz. A Felicidade só faz sentido porque existe a tristeza.
 
9 – Que outros cantores Portugueses e estrangeiros aprecia?
Carlos do Carmo, Camané, Elis Regina, Frank Sinatra, Richard Bona, Concha Buika e muitos outros.

10 – Diga-nos um dueto que gostasse de realizar?
Com Richard Bona como cantor e como baixista.
 
11 – Essa fusão entre o fado e a canção…é o seu limite, ou pretende ir mais além?
Sinto-me muito confortável a cantar Fado Tradicional mas o Fado Canção e a Canção propriamente dita são estilos com os quais também me identifico.
 
12 – Já cantou em diversos países? Qual foi o seu favorito?
Sim. Destaco Inglaterra (Londres) pois cantei numa das salas mais emblemáticas do mundo por onde já passaram grandes cantores/músicos (Royal Festival Hall).

13 – Como foi a experiencia dos duetos, acha que ficou a faltar algum?
O  “Homem do Saldanha”, uma música do Tiago Machado, uma letra do Boss AC, cantar com o Carlos do Carmo e citar o Sr. João (Homem do Saldanha) são  vários privilégios numa só música. O Carlos do Carmo para além de uma referência para mim tem nos últimos anos sido um conselheiro. Com a Mafalda o resultado foi fantástico porque sendo ela uma amiga de há já algum tempo, o timbre de voz era o adequado para partilhar comigo a “Valsa das Paixões”.
 
14 – Já conquistou alguma mulher só por cantar?
Somente por cantar acredito que não mas, o facto de a música mexer com sentimentos, provavelmente já terá ajudado.

15 – Qual o seu prato favorito?
Bacalhau com Natas.

16 – Um local que adore?
Miradouro da Nossa Senhora do Monte.

17 – Preocupa-se com a sua aparência?
Sim. Qb
.
18 – Diga-nos um nome de uma mulher que considere bonita?
A  minha mãe.

19 – Um perfume?
Lacoste.

20 – Como lida com o “ser famoso”?
Não vivemos nos EUA. Aí sim, as pessoas têm razões para se preocuparem com o facto de serem famosas.

21 – Quais os seus projectos futuros?
Continuar a fazer música e conseguir fazer chegar até às pessoas a minha forma de estar de a ver.
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