Eu, Tu e os meus sapatos

A p*** da chuva

Na sexta-feira caiu um santo do altar.

Isso, na sexta-feira caiu um santo do altar. Não, não foi chuva. Foi mesmo um santo. Oito e meia da manhã, fecho a porta quando eles saem e nesse instante cai o santo. Caiu, só pode. Juro que ouvi a cabeça em gesso (ou será antes cerâmica?) a estatelar-se no primeiro degrau do altar. Caiu o santo e baixou em mim uma qualquer amnésia que me fez esquecer que, de todas as tarefas domésticas, pior do que engomar, só mesmo limpar as portadas e acrílicos das varandas desta casa. Veio a amnésia e agarrei-me aos panos e ao Sonasol lixívia-cor-de-rosa-em-spray-qualquer-coisa e ao Cif limpa-vidros-até-entreluzirem-de-ferir-os-olhos, ignorei o lembrete na agenda a dizer que tinha manutenção de pestanas (ou seja, fui uma fraca que deixou a sopeira sobrepor-se à dondoca – que depois andou a acelerar para não se atrasar) e dei início às hostilidades.

E senhores, se são hostilidades. São varandas com acrílicos na casa toda. São acrílicos que para ficarem decentes têm de ser sujeitos a uma intervenção de 4 etapas, fazendo-me ponderar a necessidade de uma anestesia geral. Primeiro vá de Sonasol lixívia-cor-de-rosa-em-spray-qualquer-coisa. Por dentro. Por fora. Vai aos cantinhos e às junções. … Ver artigo completo no Blog

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