Eu, Tu e os meus sapatos

A minha mãe, antes do Dia da Mãe

Eu nunca pensei “raios, quando for mãe não vou nada ser igual a ti!”. Nunca.

Nem mesmo durante aqueles anos loucos da adolescência em que, juntamente com as hormonas, baixou em mim um qualquer espírito demoníaco e conseguia discutir com a minha mãe descontroladamente e por razão nenhuma (e deixar o resto da família lá de casa a sentir-se na Faixa de Gaza) dia sim, dia sim. Juro. Dia sim, dia sim. Com direito a portas batidas e gritos ouvidos na rua.

Mesmo durante essa guerra fria que durou uns 2 ou 3 anos, era incapaz de não partilhar tudo da minha vida com ela, por isso, quando oiço alguém dizer que “há coisas que não se contam aos pais”, penso sempre que esta malta anda equivocada.

A minha mãe não se mete na minha vida. Não se mete porque faz parte dela. Falo com ela todos os dias ea toda a hora. Por mensagem ao longo do dia. Por telefone duas, três, quatro vezes. Se preciso dela, preciso e pronto. Na hora. No minuto. No segundo. Não acho nunca que estou a pedir nem sinto nunca que me está a ajudar. Sempre me fez sentir que o que faz é porque esse … Ver artigo completo no Blog

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