Eu, Tu e os meus sapatos

a metáfora da pedra (e da vida)

Quando quem amamos adoece, assim de adoecer a sério, de pensar(mos) na eminência da morte… Cai de repente uma pedra em cima do nosso peito. Ao mesmo tempo que nos tiram o chão, atiram-nos com um pedregulho para cima. Tramado. E é uma pedra tão pesada que cada inspiração é esforçada. É custosa. É sofrida. É uma pedra que não nos deixa respirar fundo. Nem fundo, nem assim assim. Só conseguimos manter aquela respiração leve. Superficial. Apenas o oxigénio suficiente para nos mantermos vivos. E depois a pedra é-nos arrancada outra vez. Não, não quando nos estamos a habituar porque ninguém se habitua a respirações de passarinho. Arrancam-nos a pedra outra vez. Afinal a morte não está lá longe. Estava já aqui ao lado e chegou agora. E quando chegou tirou a pedra. Mas não a levou com ela. É que a pedra, ao invés de estar em cima do peito, passa a estar pendurada no coração. É a pedra da dor da saudade. É a pedra da dor do amor que nos tiraram. Desenganem-se. Não desaparece nunca. Não vai embora nunca. A pedra da dor estará sempre lá. Sempre juntinho do nosso coração como está quem amamos e entretanto … Ver artigo completo no Blog

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